Novo tipo de painéis solares promete revolucionar indústria

A baixa eficiência dos painéis solares atuais significa que precisamos de muito espaço para produzir uma quantidade significativa de energia. Mas um novo avanço na ciência dos materiais usados para construir painéis solares pode vir a mudar este estado de coisas muito em breve.

Todos os dias, a Terra é banhada com o equivalente a mil Watts de energia por metro quadrado  proveniente do Sol. É muita energia que, infelizmente, as células fotovoltaicas atuais ainda não são capazes de aproveitar na totalidade. Um painel solar normal transforma apenas entre 15% a 17% desta energia em eletricidade, com os melhores e mais caros a conseguirem cerca de 22%.

Atualmente, os painéis solares são fabricados com silício, mas há vários investigadores a tentar melhorar a sua eficácia recorrendo ao mineral perovskitas. Este mineral é capaz de absorver fotões do espectro azul da luz, que são muito mais energéticos. Teoricamente, juntando perovskitas ao silício usado atualmente, seria possível construir painéis solares muito mais eficientes e capazes de produzir mais eletricidade. O problema é que o processo para fabricar estes painéis solares é atualmente complexo e dispendioso. Mas uma equipa de investigadores liderada por Daniel Gamelin, da Universidade de Washington, Seattle, terá descoberto de resolver este problema, baixando consideravelmente os custos de produção.

A Science Mag indica que a técnica passa por usar perovskitas para produzir luz infravermelha em vez de electricidade, e depois passar esta luz para o painel de silício convencional. Por sua vez, este último transforma essa luz em eletricidade.

Esta técnica tem o potencial para melhorar em 20% a eficácia dos painéis solares, o que, apesar de parecer pouco, é um número bastante alto.

Márcio Florindo

Foi jornalista de tecnologia durante 15 anos e mais recentemente dedicou-se aos temas da mobilidade elétrica e energias renováveis. É apaixonado por ciência desde que se lembra.

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