EMEL rescinde contrato com empresa de bicicletas por incumprimento

Na sua página de Facebook, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) indica que a empresa municipal EMEL rescindiu o seu contrato com a Órbita e vai lançar um novo concurso para a expansão da rede de bicicletas partilhada GIRA.

A decisão de rescisão por parte da EMEL vem na sequência dos “sucessivos incumprimentos contratuais por parte da Órbita, tendo o primeiro ocorrido logo em dezembro de 2017, três meses após o final da fase piloto, quando em vez das 43 estações contratadas apenas 34 estavam em funcionamento, e das 409 bicicletas previstas (273 elétricas e 136 convencionas), o sistema apenas dispunha de 296 (191 elétricas e 105 convencionais)”.

A CML indica que os incumprimentos continuaram desde então, e que neste momento a rede GIRA dispõe de apenas 92 estações em vez das 140 que estavam previstas. Ainda assim, das 92 estações apenas 74 estão em operação. Há 15 estações que, apesar de já se encontrarem instaladas no terreno, não podem entrar em operação por falta de bicicletas, e outras três estão inoperacionais por falta de componentes. Segundo a CML todas estas falhas são responsabilidade da Órbita.

O novo concurso que vai ser agora lançado prevê que sejam adicionadas ao sistema existente até 3500 bicicletas, 80 por cento das quais elétricas, e até 350 estações, durante um período máximo de oito anos.

Márcio Florindo

Foi jornalista de tecnologia durante 15 anos e mais recentemente dedicou-se aos temas da mobilidade elétrica e energias renováveis. É apaixonado por ciência desde que se lembra.

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