Carros elétricos mais baratos do que carros a gasolina daqui a 3 anos

A Bloomberg NEF (BNEF) foi obrigada a rever as suas projeções para os preços dos veículos elétricos a longo prazo, devido à rápida queda do preço das baterias.

Em 2017, a BNEF dizia que o preço dos veículos elétricos (VEs) seria igual ao dos congéneres a gasolina em 2026. Desde então, a BNEF tem vindo a adiantar estas previsões devido à queda acentuada no preço das baterias, o componente mais caro de um VE.

Agora, a previsão é que esta paridade de preços seja atingida em 2022, daqui a apenas três anos.

Bateria ainda é o componente mais caro de um VE

A bateria representa uma grande parte do custo total de um carro elétrico. É por essa razão que marcas como a Tesla apostaram primeiro em lançar um veículo de luxo em vez de um utilitário. Num carro de 100 mil euros é relativamente fácil diluir o custo da bateria. Já num utilitário de 10 ou 15 mil euros, a bateria representaria a maioria do custo total, o que tornaria impraticável a construção de um destes veículos – pelo menos para já.

A Think Progress indica que em 2015 a bateria representava 57% do custo total de um VE nos Estados Unidos da América. Hoje, esse custo desceu para apenas 33% e prevê-se que volte a descer para apenas 20% em 2025.

Esta paridade de preços deverá acontecer em primeiro lugar na União Europeia nos veículos de maior dimensão e estender-se pouco depois a VEs mais compactos e ao resto do mundo.

A nossa opinião

A paridade de preços é um fator importante para a decisão de compra de muitas pessoas. Apesar de os veículos elétricos terem custos de manutenção inferiores e de a eletricidade ser mais barata que até o gasóleo, a verdade é que grande parte dos consumidores não tem como financiar o investimento inicial de um carro elétrico.

Quando um VE for tão barato quanto um carro a gasolina, o custo de aquisição deixará de ser um problema e a descarbonização dos transportes será acelerada.

Claro que não é só a paridade que vai ajudar a vender carros elétricos. É preciso que haja, também, uma infraestrutura de recarga capaz de satisfazer as necessidades dos cidadãos. Portugal está atrasado neste campo e a infraestrutura disponível não chega para as atuais necessidades nem tem qualidade para garantir que quem precisa pode carregar o seu carro. São frequentes os relatos de postos avariados, carros estacionados sem estarem a carregar, etc. Este tipo de problema só será ultrapassado com o aumento da oferta dos postos de carga.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *